Nossos Japoneses

Pela origem da BKC Produções ser no mercado nipo-brasileiro, temos um vínculo muito grande com nossas raízes asiáticas, por isso resolvemos dedicar uma página exclusivamente aos “Nossos Japoneses”, uma forma de colaborarmos para a preservação e divulgação da Cultura Japonesa.

Entre no nosso blog e leia diversos artigos sobre cultura japonesa. Dispomos também de um calendário de eventos anuais que acontecem na colônia nipo-brasileira. Clique aqui.

Imigração

História da Imigração Japonesa no Brasil
A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908.
Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.
Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade.

Pré-imigração
Embora o Japão tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar em solo brasileiro foram quatro tripulantes do barco Wakamiya Maru que, em 1803, afundou na costa japonesa. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, mesmo não podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem.
No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, atual Florianópolis (SC), no dia 20 de dezembro, permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Ali, os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época.
Incidentalmente, outros japoneses estiveram de passagem pelo país, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro daquele ano, o vice-almirante Artur Silveira da Mota, mais tarde Barão de Jaceguai iniciou, em Tóquio, as conversações para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países.
O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro plenipotenciário Eduardo Calado, mas o acordo só seria concretizado 13 anos mais tarde. Em dia 5 de novembro de 1895, em Paris, Brasil e Japão assinaram o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação.

Abertura à imigração
Entre eventos que antecederam a assinatura do Tratado, destaca-se a abertura brasileira às imigrações japonesas e chinesas, autorizadas pelo Decreto-Lei nº 97, de 5 de outubro de 1892. Com isso, em 1894 o Japão envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita em cujo roteiro foram incluídos os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relatório ao governo e às empresas de emigração japonesas, recomendando o Brasil como país apto a acolher os imigrantes orientais. A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de café em 1897 teve, no entanto, de ser cancelada justamente na véspera do embarque.

O motivo foi a crise que o preço do produto sofreu em todo o mundo, e que iria perdurar até 1906. Em 1907, o governo brasileiro publica a Lei da Imigração e Colonização, permitindo que cada Estado definisse a forma mais conveniente de receber e instalar os imigrantes.
Em novembro do mesmo ano, Ryu Mizuno, considerado o pai da imigração, fecha acordo com o secretário da Agricultura de São Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdução de 3 mil imigrantes japoneses num período de três anos. Nessa época, o governador era Jorge Tibiriçá. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru deixa o Japão com os primeiros imigrantes rumo ao Brasil.

O período da imigração
Os 781 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 imigrantes nas fazendas que os contratara.
Não obstante, no ano seguinte, a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo. Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém, os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, mais duradoura.

Conquistando espaço
Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo Governo Federal. Essas famílias foram, também, as primeiras a cultivar o algodão.
Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o poder público.

Iniciado com cerca de 30 famílias – a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos já haviam sido cumpridos – esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira.
Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração.
Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil.
No entanto, a abertura de novas comunidades rurais que utilizavam a mão-de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.

Adaptação cultural e a Segunda Guerra Mundial
Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expandiram, principalmente, em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir, também, muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. Em 1918, formaram-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, a Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formou, também, o primeiro dentista de origem japonesa.
Essa presença crescente de um povo exótico no país, porém, não parou de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgiram opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura. Nesta época, havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal.
Em 1938, ano antecedente à Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal começou a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decretou o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente as de japonês, alemão e italiano.
As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês tiveram a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegaram as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de severas restrições, inclusive o confisco de todos os bens.

Período pós-guerra
Em 1948, Yukishige Tamura é eleito vereador em São Paulo, tornando-se, assim, o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital. Já em clima de paz, é restabelecido, em 1949, o comércio entre Brasil e Japão por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o Governo Federal anuncia a liberação dos bens confiscados aos imigrantes dos países do Eixo e, em 1951, aprova projeto para introdução no País de 5 mil famílias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas começam a planejar investimentos no Brasil. As primeiras chegam em 1953.
Cinqüenta anos após a chegada do navio Kasato Maru em Santos, o número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas. O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hiroito, visita o País para participar das festividades do cinqüentenário da imigração. Nas eleições majoritárias de 1962, já se pôde observar a plena integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis são escolhidos por meio das urnas: três para a Câmara Federal (Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura de São Paulo) e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo (Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura).

Em 1967, o príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao casal imperial, a comunidade nipo-brasileira lotou o estádio do Pacaembu.

Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o último navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978, a imigração japonesa comemora 70 anos. O príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente lotam o Pacaembu. No prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) é inaugurado o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.

A integração consolidada
Os anos 60 foram marcados, em muitos aspectos, pela integração dos nikkeis à sociedade brasileira. Além da participação ativa na vida política por meio de seus representantes nas casas legislativas, os nikkeis começaram a despontar nas áreas culturais, notadamente na grande imprensa – liderados por Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo -, e nas artes plásticas, com destaque para Manabu Mabe. Neste mesmo período, durante o governo Costa e Silva, também é nomeado o Primeiro-Ministro descendente de japoneses, o empresário Fábio Yassuda, que assumiu o cargo de Ministro da Indústria e Comércio, sem, no entanto, cumprir integralmente sua gestão.
No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes: Shigeaki Ueki, como Ministro de Minas e Energia do Governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como Ministro da Saúde do Governo Sarney. Outro marco importante de 1964 foi a inauguração da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistencial Social (Bunkyo) na rua São Joaquim, no bairro da Liberdade.
O Bunkyo passou a promover e coordenar a maioria dos grandes eventos com envolvimento da comunidade nipo-brasileira como um todo: aniversários da imigração, visitas ao Brasil de membros da Família Imperial etc.
A partir da década de 70 começaram a surgir as primeiras obras literárias escritas por nikkeis, tendo como temas o Japão e os imigrantes, entre eles: “Japão Passado e Presente” (1978) e “História dos Samurais” (1982), ambas de José Yamashiro, além da obra considerada referência obrigatória dentro da história da imigração japonesa, o livro “O Imigrante Japonês” (1987), de Tomoo Handa.
Em 1988, no 80º aniversário da imigração, comemorado com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, o Censo Demográfico da Comunidade, feito por amostragem, estimava o número de nikkeis no País em 1.228.000 pessoas. Nesse final de década, a comunidade nipo-brasileira e o próprio país já começaram a sentir os efeitos de um novo e curioso fenômeno que se alastrava rapidamente entre as famílias nikkeis: os dekasseguis.
Decorrido todo este tempo desde sua chegada ao Brasil, o Kasato Maru permanece como marco da imigração japonesa no Brasil.

Fonte: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil – extraída do site www.centenario2008.org.br

Música

Musica tradicional japonesa
Diferentemente da escala de sete notas musicais do Ocidente, a tradicional música japonesa é baseada na escala de cinco notas e, principalmente, tem o compasso de dois e quatro em oposição ao tempo ocidental de três compassos.
As mais tradicionais canções têm acompanhamento, e são poucas as composições puramente instrumentais. O acompanhamento instrumental avança exatamente no mesmo passo que a canção. Além disso, o “ruído” ao tocar o shamissen, koto, shakuhachi ou outro tradicional instrumento é considerado um inevitável parte do som e é apreciado pelo tom único que confere às músicas.

Koto
Trazido da China no século 11, o koto é uma espécie de cítara japonesa. A caixa é feita de madeira medindo aproximadamente 180 cm de comprimento por 30 cm de largura. Geralmente, esse instrumento possui 13 cordas, cada uma esticada sobre uma espécie de cavalete e tocada com as duas mãos, sendo que na direita são colocados plectros nos dedos polegar, indicador e médio. Durante o Período Meiji, esse instrumento tornou-se muito popular, especialmente entre as mulheres.

Onde aprender:
Grupo Seiha Brasil de Koto
R. Dr. Cícero de Alencar, 55 – Butantã – São Paulo/SP
Tel: (11) 3726-1318

Shamisen
Introduzido no Japão na metade do século 16, o instrumento foi inspirado no “sanhsien” chinês e espalhou-se no Japão por meio dos okinawanos, que o chamavam de sanshin. Semelhante ao banjo, possui três cordas que são tocadas com um plectro (bachi) de marfim, madeira, plástico e carapaça de tartaruga de formato triangular e o seu “corpo” é coberto de pele de gato e de cachorro. Já o sanshin (shamisen de Okinawa) usa pele de cobra e o instrumento tem o braço mais curto.
O shamisen quando tocado em conjunto com koto e shakuhachi passa a ser chamado de “sanguen”.
Shakuhachi
Flauta japonesa vertical com 5 buracos, feita da base do caule de bambu, tem cerca de 54,5 cm de comprimento.
A origem e a introdução do shakuhachi no Japão são desconhecidas. Apenas é certo que no século 14 existiu um ancestral de shakuhachi de 5 cavidades. A origem de shakuhachi está ligada ao monge budista Fukeshu, do Período de Morokoshi da China, e no Japão teria sido introduzido por Kakishin, um monge zen-budista da Era Kamakura (1185-1333), mas como não há uma prova circunstancial não se considera como um fato histórico.

Somente a partir do século 17 foi possível confirmar a existência do shakuhachi no budismo Fukeshu. O shakuhachi era utilizado nas três seguintes situações: 1) Fazia parte do culto budista; 2) Mendicância religiosa; 3) Um meio para a prática zen-budista. Nessa época nasceram as músicas zen e para meditação para serem tocadas com shakuhachi, que só os monges tinham permissão para executá-las.

Taikô
Dizem que o som de um grande tambor se assemelha à batida do coração de mãe, ouvido e sentido no interior do ventre materno.
Antigamente, no Japão, o tambor era considerado símbolo da comunidade rural. Diziam que o limite da aldeia era determinado não só geograficamente, mas também pela distância em que a batida do tambor era audível.
Registros comprovam que o taikô está presente na música japonesa há cerca de 1.500 anos, escreve Masahiro Nishitsunoi, estudioso de música japonesa. O tsuzumi (tamboril com formato de uma ampulheta) aparece nas pinturas do final do século 12, e no final do século 14 ele se incorpora às apresentações de teatro nô.

O taikô está ligado, na maioria das vezes, às festividades xintoístas. A apresentação do conjunto de taikô como evento musical artístico surgiu somente depois da Segunda Guerra Mundial, e estimulou a sua difusão por todo o Japão, ressuscitando essa arte de percussão.

Onde aprender:
Associação Brasileira de Taikô

R. São Joaquim, 381 – 2º subsolo – Liberdade – São Paulo/SP
Tel: (11) 3341-1077

Tangue Setsuko Taiko Doojo
R. Galvão Bueno, 475 – Liberdade – São Paulo/SP
Tel: (11) 9632-7138
www.tanguetaiko.com.br

Wadaiko Sho
Av. Lins de Vasconcelos, 3390 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Tel: (11) 8132.9905
www.taiko.com.br

Minyo
Parte integrante da tradicional música japonesa, o minyo tem sido traduzido como música folclórica, baseado no termo inglês “Folk song”, mas, rigorosamente, em alguns aspectos não reflete a variedade de músicas envolvida por essa palavra japonesa.
Minyo, de fato, refere-se àquelas músicas de tradição oral ou de autores anônimos cantadas pelo povo, como define o enunciado “música folclórica”. Mas também inclui músicas como as clássicas, teatrais, ou ainda as populares urbanas.

Também algumas músicas são somente instrumentais, outras, usadas originalmente para acompanhar as danças, festivais ou rituais. Há ainda um outro tipo: aquelas híbridas, com o estilo ocidental, executadas por intérpretes profissionais com a ajuda da moderna tecnologia. Há, portanto, aqueles que evitam a sua tradução, preferindo o termo original “minyo”.
No Brasil, sem dúvida, a música folclórica tem grande penetração entre os nipo-brasileiros e são cultivadas por meio de vários grupos organizados por músicos com formação junto aos professores credenciados no Japão, obedecendo à tradicional relação do iemoto (veja mais informações sobre esse sistema no texto sobre Estética Japonesa, no capítulo 3). No entanto, registra-se a existência de alguns grupos que não têm relação direta com organizações do Japão.
Grande parte desses grupos promove seus próprios concertos anuais, mas também participam de eventos reunindo outras associações, incluindo as relacionadas às danças e às representações teatrais. Na cidade de São Paulo, o evento de maior envergadura realiza-se geralmente em junho, com o Festival de Música e Dança Folclórica Japonesa (Colonia Gueinosai), que em 2003 chegou à 38a edição. São dois dias de apresentações, sendo que todos os candidatos participam de uma seletiva realizada meses antes do festival.

Onde aprender:
Brasil Kyodo Minyo Kyokai (Sociedade Kyodo Minyo do Brasil)
R. Afonso Celso, 107 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Tel: (11) 5573-4349

Sociedade Brasileira de Música Folclórica Japonesa (Brasil Nippon Minyo Kyokai)
Av. Liberdade, 486 – 1º andar – sala 11 – Liberdade – São Paulo/SP
Tel: (11) 6726-6289

Shiguin
Estilo que hoje conta com poucos seguidores. Trata-se de uma manifestação, como a própria palavra sugere, da arte de recitação de poema (chi) chinês ou japonês com entonação japonesa, obedecendo uma linha melódica uniforme, com acompanhamento de um determinado instrumento e que pode ser dos mais variados, em especial o koto e o shakuhachi, mas poderá ser violino, piano e outros.

Textos extraídos do sites Guia da Cultura Japonesa, editora JBC, 2004, www.acbj.com.br e www.fjsp.org.br

Karaokê

Os atuais concursos de karaokê começaram a ser promovidos de modo incipiente por volta de 1984. Conta-se que naquela época alguns eventos eram realizados com apenas 20 candidatos, bem diferente dos dias atuais que chegam a reunir mais de 300 pessoas. Mas de lá para cá muitas coisas mudaram. Os taikais (como são chamados) foram ganhando proporções cada vez maiores. Só para se ter uma idéia, no Estado de São Paulo, segundo a União Paulista de Karaokê (UPK), o número de associações filiadas aumentou de 30 para 300 nesses últimos 10 anos, contabilizando-se cerca de 10 mil cantores cadastrados.
Várias razões apontam para explicar esse verdadeiro boom. Entre elas, pode-se considerar a mudança de comportamento da própria comunidade nikkei, que passou a considerar esses eventos como uma forma familiar de lazer. Soma-se a isso a facilitação dos ensaios proporcionada pelo play back, ocasionando assim um barateamento e ao mesmo tempo uma popularização maior do karaokê. Mas, talvez um dos fatores preponderantes para o salto quantitativo e qualitativo do karaokê no Brasil foi a padronização das regras dos concursos.
Nesse particular destacam-se o surgimento e o trabalho desenvolvido pelas grandes entidades organizadoras como a ABRAC e a UPK. No começo da trajetória dos taikais cada associação definia suas prórias regras, o que dificultava os critérios de julgamento. Com a normatização definida após exaustivas reuniões conseguiu-se estabelecer parâmetros que passaram a servir de modelo para a maioria dos concursos. No âmbito de São Paulo, por exemplo, as filiadas à UPK seguem o estatuto da entidade que define o número de candidatos participantes (de aproximadamente 300 por concurso), a taxa de inscrição (que deve ser no máximo de 12% do valor do salário mínimo vigente), premiação, etc.
Constam também da normatização dois itens importantes. O primeiro é a promoção dos cantores de uma categoria para outra. Atualmente estão definidas categorias que vão desde Shinjin (cantores iniciantes), Tibiko, Infantil, Juvenil, B, A, Especial, Extra, Super Extra até Star. Em cada uma delas há várias subdivisões, totalizando 34 categorias. Para subir da categoria “B” para a “A”, por exemplo, o cantor deve obter duas vezes a primeira colocação; da “A” para a “Especial” três vezes; da “Especial para a “Extra” cinco vezes; da “Extra” para “Super Extra”, dez vezes; e da “Super Extra” para “Star”, o candidato deve obter 20 vezes a primeira colocação. Em todos os casos sempre com músicas diferentes.
O segundo item se refere aos jurados. Atendendo a aspectos éticos, estes não podem pertencer à associação promotora do evento, assim como um casal de jurados não pode atuar no mesmo concurso, ou ainda, um dos cônjuges pertencer à associação promotora. As pessoas que participam do taikai também estão impedidas de atuar no júri.

NHK Nodojiman Taikai
No Japão, durante o ano inteiro, a TV estatal NHK promove, todos os finais de semana, uma seletiva em diferentes cidades do Japão. Os candidatos escolhidos vão para a final desse concurso em nível nacional. Transmitido todo final de semana, o objetivo é selecionar um representante da região, e, ao longo do programa, apresentam-se cantores dos mais variados tipos e histórias, que são submetidos ao implacável toque do sino – permanece na disputa ou é eliminado.

Nesse concurso de calouro, nessa ficha, além de indicar a música que pretende interpretar, o candidato tem direito a contar sua história relacionada à música ou ao ato de cantar. No programa de cada final de semana, apresentam-se cerca de 20 candidatos que foram selecionados entre cerca de 4 mil candidatos locais. Desse total, os produtores da NHK fazem a primeira seleção, escolhendo cerca de 600 candidatos. Desses, são escolhidas 250 pessoas que são convidadas para cantar num determinado dia (canta-se uma parte da estrofe, somente), quando são indicados os 20 participantes do programa naquela cidade. Acredita-se que, durante o ano, cerca de 80 a 90 mil se inscrevem para esse Nodojiman Taikai.
Depois, o classificado dessa cidade espera que a emissora cumpra todo o ciclo de seletiva, que dura cerca de um ano, quando, então, é feita a convocação para a fase nacional.

O mundo do karaokê

Com a disseminação do karaokê proporcionada pela regulamentação criou-se também a reboque toda uma infra-estrutura que serve de pilar para a realização dos eventos.
Os concursos são divulgados pelas entidades organizadoras sendo que muitas delas se encarregam de produzir revistas de dezenas de páginas com a lista dos cantores e de anunciantes. A mídia nikkei, principalmente os jornais impressos são encarregados da divulgação dos concursos sendo que muitos deles, juntamente com os sites de Internet, matém seções específicas sobre karaokê e suas estrelas.
Em termos comerciais os taikais movimentam diretamente várias empresas. Segundo dados da UPK, em um final de semana acontecem na Capital e Grande São Paulo cerca de 10 concursos com a presença de aproximadamente 3 mil pessoas. São distribuídos cerca de mil troféus aos vencedores, contratadas 10 empresas de sonororização, 10 empresas de contagem de pontos, 10 buffets, fora os bazaristas, que nesses eventos vendem desde fitas de vídeo, fitas de karaokê até os mais diversos produtos, como o shitake.(cogumelo japonês). Em se tratando de troféus, só neste item, cada associação organizadora gasta cerca de R$ 2,5 mil por concurso. Existem ainda firmas especializadas em filmagem e fotos. Assim, cada candidato pode comprar a gravação de sua performance para deixá-la como recordação ou utilizá-la para seu próprio aperfeiçoamento. Até mesmo a parte relativa à confecção tem seu espaço garantido, uma vez que candidatos que participam de vários taikais contratam costureiras a fim de produzir trajes diferentes para cada apresentação.
Um outro número expressivo de profissionais que trabalham em função do karaokê são os professores. No estado estima-se que sejam 150. Alguns com formação acadêmica, outros com formação musical e vários deles cantores que se destacaram nos concursos e passaram a dar aulas.
O Karaokê tem sido também uma importante via de intercâmbio com o Japão. O campeão do concurso da Zenkoku Karaokê Shido Kyokai, cujo representante no Brasil é o maestro Shoichi Shimada, participa do Kesho (fase final) da entidade japonesa em Yokohama no mês de abril. A associação Brasil Taishu Ongaku Kyokai é outra que promove um concurso no mês de junho, concedendo ao campeão o direito de se apresentar no Nippon Taishu Ongaku Sai, realizado em agosto, e que tem entre seus jurados compositores famosos daquele país. Participam , além do brasileiros, concorrentes dos Estados Unidos, Coréia e China. O Brasil já teve como campeã desse concurso a cantora Sayuri Tsutiya.

Outra entidade da comunidade nikkei que mantém intercâmbio com o Japão é a Associação Nipo-Brasileira de Cultura Musical. Ela promove o Concurso de Cantores Amadores da Colônia Japonesa e o vencedor ganha uma passagem para representar o Brasil no Nippon Amateur Kayo Sai Grand Prix Taikai. O evento acontece em Tokyo no mês de maio com a participação do Japão, Estados Unidos, Coréia e Taiwan.

Entre os jurados estão diretores de grandes gravadoras japonesas. O Brasil possui um bom retrospecto nesse intercâmbio que acontece desde 1996 com Hiroishi Yudi e em 1997 com Yoshikawa Toshiyaki que já se sagraram campeões no concurso.

Textos extraídos do sites www.upk.org.br e www.bunkyo.org.br

Quer se afiliar à alguma associação de karaokê? Todos os fins de semana são realizados Concursos de Karaokê pelo Brasil. Encontre uma lista de associações em: www.upk.org.br/associacoes.php

As associações de Karaokê são organizadas pelas seguintes entidades:
UPK – União Paulista de Karaokê
Rua Martiniano de Carvalho, 425 – 2º andar- Bela Vista – 01321-001 – S. Paulo – Tel.: (011) 3191-0403
Atende de 2ª a 6ª das 14 às 19 horas. Fundada em 1988, seu principal intuito é o de elaborar regras uniformes para os concursos de karaokê realizados em todo o Estado de S. Paulo, além de manter um departamento específico para a formação e aprimoramento dos jurados. Visa também a fortalecer a união entre os clubes e associações de karaokê. Conta com aproximadamente 250 associações filiadas subdivididas em 3 grandes regiões: Capital, Grande São Paulo e Interior.
www.upk.org.br

ABRAC- Associação Brasileira de Canção Japonesa
Rua Imaculada Conceição, 1787 – Prado Velho – 80.215-030 – Curitiba – Paraná – Tel. (041) 334-1084
A Associação, que não tem fins lucrativos, foi fundada em fevereiro de 1986 e possui 21 entidades filiadas. Promove o Concurso Brasileiro da Canção Japonesa, um evento que congrega participantes de todo o País em várias categorias.
www.abrac.art.br

Dança

A dança japonesa no Brasil

No Brasil, muitos desses movimentos são ainda pouco conhecidos. Há representantes de algumas danças tradicionais japonesas como nihonbuyo e a escola Fujima de Kabuki, assim como pequenos grupos que cultivam o treino do shimai (dança do teatro nô). Há também artistas que estudaram o nô para criar novas possibilidades de investigação, como foi o caso de Ângela Nagai, relacionando a pesquisa do teatro aristocrático japonês com o candomblé; e Alice K., que montou peças importantes como o “Hagoromo de Zeami”, a partir da tradução do poeta Haroldo de Campos.
No que se refere ao butô e à dança contemporânea, as experiências mais marcantes têm sido realizadas por artistas que partilham buscas similares e não necessariamente uma relação direta com este ou aquele modelo estético. O pioneiro foi Takao Kusuno, que chegou ao Brasil no final da década de 70. Quem teve a oportunidade de assistir aos espetáculos dirigidos por Takao, não guarda dúvidas quanto à sua enorme influência sobre nós, e não apenas entre aqueles que se interessavam pelo butô ou pelo Japão. Takao foi importante para todos que buscavam mais do que reproduzir um modelo já dado de dança, ansiando por responder a uma questão. Esta poderia ser como aquelas que partem da percepção de coisas simples como andar ou tomar um sorvete sentindo a sensação gelada descendo pela garganta, até inquietações mais complexas, como a de mudar um estado corporal sem se mover, sem falar, ouvindo internamente a música de um violino inexistente.
No Japão, Takao começou como artista plástico em uma época conturbada de pós-guerra e difíceis acordos entre japoneses e americanos. Foi quando trocou a sua terra natal, Hokkaido, por Tóquio e de artista plástico, logo se transformou em uma espécie de “interventor cênico”, participando de espetáculos com Akaji Maro, o fundador da companhia Dairakuda-kan, de onde partiram os principais artistas da segunda geração da dança butô japonesa.

Bunraku
Coube ao kabuki dar expressão artística refinada ao odori, as danças de festivais rústicos e outras populares. Originalmente, odori significa um tipo de dança de saltos e pulos, todas elas danças de grupo.
A influência do odori transparece fortemente no kabuki, e uma das manifestações é a dança alternada, solada por cada um dos artistas. Essa forma está intimamente relacionada com um velho costume japonês, praticado até hoje, em que os convidados em festa se apresentam individual e espontaneamente para o entretenimento de todos.

No Período Edo, nas ruas e praças públicas, passaram a ser realizados bailados grandiosos, as danças de massas, como o bon odori, apresentado durante o festival de verão, quando todo o Japão reverencia a memória dos mortos. Há ainda o awa odori, estilo de dança livre típica de Tokushima, provínica de Shikoku.
É uma manifestação popular e, portanto, não tem um especialista e um iemoto para transmitir aos seus alunos as orientações sobre as danças. Cada localidade do Japão desenvolveu o seu próprio estilo.

Teatro Nô
Uma das manifestações teatrais mais antigas do Japão, nô significa a arte de exibir talento. Possui em Zeami Motokiyo (1363-1443) o codificador maior dessa arte. Com sete séculos de história, o gênero conserva uma estética cênica rigorosa, que busca o máximo de significação com o mínimo de expressão. Com um repertório de aproximadamente 250 peças, o universo nô é habitado por deuses, guerreiros e mulheres enlouquecidas, às voltas com os mistérios do espírito.
O foco da narrativa se encontra no protagonista (shite), o único que porta a máscara. Este é geralmente um espírito errante que exprime, de forma lírica, a nostalgia dos tempos passados. O coadjuvante (waki), geralmente um monge, não interfere no curso da ação, apenas é revelador da essência do shite. Um coro e quatro instrumentos auxiliam na condução da trama, que se soluciona através da dança. Esse coro, vale destacar, possui uma função dramática decisiva, conduzindo a narrativa.
Uma das peças mais famosas do repertório nô, é “Hagoromo – O Manto de Plumas”, que tem inclusive uma “transcriação” para o português, feita pelo escritor Haroldo de Campos.

Kyogen
Irmão cênico do nô, o kyogen traz comicidade ao austero nô. Enquanto este último, aristocrático, expõe as virtudes, o kyogen revela os defeitos do ser humano. Suas personagens apresentam mais humanidade, e as narrativas são mais próximas do cotidiano das pessoas. Conflitos entre patrão e empregado, intrigas entre marido e mulher, um esperto querendo passar a perna em um ingênuo, etc., são temas constantes do repertório kyogen.
Apresentadas nos intervalos de peças nô, as narrativas kyogen cumprem o ritual das jornadas cênicas, alternando sátiras e dramas, distendendo e contraindo tensão dramática, propiciando um maior envolvimento do público.

Dentre as peças mais conhecidas destacam-se: “Bôshibari” (“Atado ao Bastão”), “Bonsan” (“O Ladrão de Árvores Anãs”) e “Busu” (“O Veneno Delicioso”). As duas primeiras foram apresentadas ao público brasileiro quando da visita da companhia de nô Umewaka ao País.

Kabuki
O kabuki é um estilo de expressão teatral japonês, representado apenas por homens. Essa característica possibilitou o surgimento dos onnagata (atores especializados em papéis femininos).
As peças de kabuki são sobre eventos históricos, conflitos morais em relações amorosas e são marcadas pela mistura do real com o sobrenatural. Existem lutas de samurais, amores ilícitos, assassinatos, interferências de espíritos.
Os atores falam em voz monótona e são acompanhados por instrumentos tradicionais japoneses, entre eles, o shamisen. Em tudo, a dança do kabuki se opõe a do no: ela é exuberante, acrobática e agressiva. Os trajes são enormes kimonos. Os leques, sombrinhas e espadas são usados com perícia, enriquecendo os movimentos. A maquiagem extravagante, que leva horas para ser feita, substitui as máscaras, usadas pelo no.

Um traço marcante do kabuki é a exploração da beleza estatuária, como pode ser comprovado pelo exemplo da técnica “mie”. Tal recurso consiste numa pausa do ator, em certos momentos culminantes, em uma atitude pictórica. O kabuki possui vários recursos acústicos, não se restringindo apenas à música. O toque de matracas, que assinala o início e o fim do espetáculo, é um exemplo típico.
Deve sua origem à dançarina Okuni, uma sacerdotisa de um santuário xintoísta que se apresentava com um grupo de dançarinas atraentes, entoando canções populares, bailados sensuais, num estilo livre, arrojado e anticonvencional para a época. No início, os espetáculos eram apresentados em templos e imitações de palcos de nô. Mais tarde, devido à popularidade, foram transferidos para locais mais amplos.
Os primeiros registros sobre esse tipo de teatro datam de 1603, em Kyoto, antiga capital do Japão. Inicialmente, homens e mulheres atuavam em peças do kabuki. Mais tarde, durante o período Edo, o shogunato Tokugawa proibiu a atuação de mulheres, uma restrição que sobrevive até os dias de hoje. Portanto, diversos atores masculinos de kabuki eram especializados em representar papéis femininos (onnagata). A partir de 1652, o kabuki tornou-se uma arte teatral, apresentada apenas por homens.
A dança kabuki caracteriza-se por três elementos essenciais: mai, odori e furi. O primeiro é uma dança mais estática, derivada de danças rotativas e em círculos altamente refinados do teatro nô.

Onde aprender:

Saito Satoru Ryubu Dojo – Escola de Dança Okinawana
Cel. : (11) 9735-7995
E-mail: contato@senjukai.com.br
Site: http://www.senjukai.com.br/


Fujima Cia de Dança Kabuki S/C Ltda

R. São Joaquim, 381 – 3º andar – Liberdade – São Paulo/SP
Tel: (11) 3207-5525

Yosakoi Soran
O Soran Bushi é uma dança enérgica, que homenageia os pescadores do norte do Japão, com movimentos inspirados na atividade pesqueira. Por sua vez, a música do Soran Bushi não tem nada de romântica, e sua letra exorta os dançarinos-pescadores à luta contra o mar e os elementos para ganhar o pão de cada dia de forma quase heróica, com expressões do tipo “amarre o hachimaki e vá” (o hachimaki é um lenço que é amarrado ao redor da testa quando a pessoa vai fazer um grande esforço – não apenas serve para reter o suor, como também simboliza o próprio esforço, físico e mental). O resultado desta fusão foi o Yosakoi Soran, uma dança vibrante e envolvente, que exige força e velocidade de seus participantes.

À primeira vista, o observador desinformado pode pensar que o Yosakoi Soran é uma dança folclórica antiga, mas as coreografias e as músicas usadas na dança, apesar de se basearem nas formas tradicionais do Yosakoi Bushi e do Soran Bushi, ganharam arranjos novos, misturando instrumentos típicos japoneses a guitarras, baterias e teclado, com compasso mais acelerado e ritmos contemporâneos, como de pop, de rock e até de hip-hop. Em algumas versões destas músicas, o shamisen (cítara de três cordas tradicional japonesa) é tocado como se fosse uma guitarra ocidental, e há também versões que acrescentaram arranjos e instrumentos típicos de Okinawa, ampliando o leque de variações das mesmas músicas e canções. Tal atualização de duas tradições fundidas numa só dança agradou os jovens no Japão, e contrariando qualquer expectativa, virou mania e deu vida nova a antigas manifestações de cultura popular. A primeira apresentação de Yosakoi Soran ocorreu em 1992 em Hokkaido, e rapidamente conquistou adeptos por todo o país. Embora atualmente o Yosakoi Soran seja dançado por inúmeros grupos jovens por todo o Japão, um festival-concurso é realizado anualmente em Hokkaido, com cerca de 375 grupos e 30 mil participantes.
No Brasil, o Yosakoi Soran foi introduzido sob a iniciativa do empresário Hideaki Iijima, da Soho Cabeleireiros, que encabeça o Festival Yosakoi Soran anual em São Paulo www.yosakoisoran.org.br.

Fonte: www.fjsp.org.br, www.culturajaponesa.com.br, www.acbj.com.br e Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa, editora Escala, 2008.

Cinema

Influência do cinema japonês na concepção cinematográfica de diretores brasileiros

A convivência de aficcionados brasileiros com o cinema japonês começou no final da década de quarenta, com as exibições que se realizaram no cine São Francisco, situado atrás da Faculdade de Direito de São Paulo, onde alguns filmes passavam até sem legendas, fato que não afastava os espectadores paulistas, fascinados com a novidade.

Esses espectadores eram jornalistas, críticos, jovens universitários e intelectuais amantes de cinema, que imediatamente descobriram na produção japonesa um dos pontos altos da criatividade na sétima arte. Foi uma revelação marcante, que permitiu que através das décadas de 50, 60e até parte de 70, o hábito de frequentar cinemas japoneses (que chegaram a ser quatro, exibindo dezenas de filmes) passasse a ser uma assiduidade semanal para os paulistanos interessados na produção nipônica.
Foi assim que tomamos conhecimento, maravilhados, com o cinema de YASUJIRO OZU, HEINOSUKE GOSHO, MIKIO NARUSE, BUNTARO FUTAKAWA, TEINOSUKE KINUGASA, TOMU UCHIDA e muitos outros. Um cinema de incrível variedade e altíssimo nível de criatividade de seus cineastas de primeira linha, que a todos impressionou e marcou. Eu, pessoalmente, lembro-me, entre outras coisas, da forte emoção que me causaram VIDA DE ARTISTA de Buntaro Futakawa e O CRIME DA QUINTA de Kinugasa, ainda ao tempo das primeiras exibições, que davam uma amostra de cinema de excepcional qualidade formal e temática, com perfeito acabamento técnico, plástica inigualável e atores soberbos.
Mas foi a descoberta do cinema “intimista” japonês, o cinema dos já citados Naruse, Ozu, Gosho, de Hideo Ohba e muitos outros, assim chamado por abordar temas de vida cotidiana, familiar ou individual, relacionados com os problemas e fatos comuns da existência das pessoas de todas as classes no seu dia a dia que marcou de forma especial, fortemente, muitos dos espectadores brasileiros (que no começo eram apenas alguns, perdidos na platéia entre os elementos da colônia, mas logo tornaram-se um número ponderável), vindo posteriormente a exercer uma influência sutil e inconsciente na obra de alguns daqueles espectadores que mais tarde se tornaram cineastas.

É importante notar que essa influência, só mais tarde verificada, veio diretamente do contato dessas pessoas com as obras exibidas nos cinemas paulistas, e não dos filmes que começaram a ganhar fama para o cinema japonês nos Festivais Internacionais a partir de 1950, como RASHOMON e OS SETE SAMURAIS de Akira Kurosawa ou A VIDA DE O’HARU e CONTOS DA LUA VAGA APÓS A CHUVA de Kenji Mizoguchi e outros, obras com forte presença de elementos exóticos e típicos, geralmente ambientados em épocas passadas, os chamados filmes “de costume” ou “de samurai”, com música , vestimentas, cenografia e outras características de períodos mais antigos, com personagens nobres, distanciados de certa forma da temática e da estrutura do cinema intimista mais autêntico, que tanto nos impressionava e ao qual não tinha acesso a maioria dos grandes centros cinematográficos de todo mundo, que recebiam sua dose de cinema nipônico diretamente de Veneza e Cannes.

Nesse sentido, a cidade de São Paulo teve um grande privilégio e a fortuna de proporcionar aos seus cinéfilos a visão dessas obras-primas, já que era, e é, a maior cidade “japonesa” fora do Japão.
No que se refere ao meu cinema, muitas vezes apontado como o maior exemplo dessa influência, devo dizer que ela se processou, como já disse, de forma quase inconsciente e muito sutil, tendo sido notada primeiramente por outros, antes que eu já tivesse a noção desse fato, através da percepção de dados de estilo, de ritmo e de abordagem de certos problemas, além do “tom” intimista e existencial presentes em muitas das minhas obras. Ao verificar essas observações de outros sobre o meu próprio trabalho pude constatar que era um fato verdadeiro. Eu realmente “absorvera” muito do que o cinema japonês e o intismimo de seus mestres me transmitiram através dos anos, e isso era possível de verificar em diversos filmes, tanto os branco-preto como os coloridos, posteriores a 1970. Eram características de “timing”, de composição, de trabalho de câmera, de plástica, de cor, de montagem, de assunto e de atmosfera, muito perceptíveis às vezes. Esse é um fato que muito me orgulha, principalmente por ter sido uma “absorção”e não uma influência voluntária ou o segmento de um modismo, como soe acontecer.
Um pequeno número de outros cineastas também sofreu, de algumas forma e em níveis diversos, certa influência do cinema nipônico. Poderia citar principalmente a Carlos Reichenbach, que é um grande admirador da chamada “nouvelle vague” japonesa, surgida a partir dos anos sessenta, com os vigorosos filmes de Yoshishigue Yoshida, Shoei Imamura, Nagisa Oshima, Yasuzo Masumura, Seijun Suzuki e outros. É um cinema em que a violência, a revolta, o inconformismo e o sexo predominam, com alto nível artístico. Essa tendência produziu algumas películas soberbas no Japão, que chegaram até nós já numa segunda fase, antes que as salas que exibiam filmes japoneses fechassem e a indústria nipônica entrasse em crise. Em muitas obras de Reichenbach a influência desse cinema é muito visível e positiva, absorvida de forma consciente e colaborando muito para o resultado dos filmes, nos quais o ritmo, um certo clima anárquico, a montagem, os personagens e liberdade de concepção lembram incisivamente a nouvelle vague do Japão.
A influência dos intimistas da linha Ozu-Gosho-Naruse pode ser percebida também no cinema de Rubem Biáfora, diretor e crítico de vanguarda, que foi um dos primeiros, senão o primeiro, a chamar a atenção para os filmes japoneses, desde o primeiro momento de sua aparição, tendo acompanhado e registrado todas as películas que passaram em São Paulo em sua coluna “Indicações da Semana”, publicadas até recentemente em O Estado de São Paulo, com fichas técnicas e artísticas completas, constituindo-se numa preciosa fonte de dados sobre a presença do cinema nipônico em nossa cidade.
O segundo filme de Biáfora, intitulado O QUARTO, tem profundas influências do que melhor existiu no intimismo japonês, talvez mais do que qualquer outro filme brasileiro, no seu despojamento, sua visão humanista da miséria e dos problemas cotidianos, abordados com extrema sensibilidade.
O movimento intitulado de Cinema Novo, cuja produção se concentrou principalmente no Rio de Janeiro nos anos sessenta, também registra alguma influência do cinema japonês, mas desta vez pela via dos filmes que chegaram à Europa e a todo o Ocidente através dos festivais europeus já citados, sem nada a ver com o intimismo ou a nouvelle-vague que chegaram a São Paulo através de décadas, numa amostragem muito mais extensa da variedade do cinema que se fazia no Japão. O segundo filme de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na terra do Sol, tem características marcantes do que se convencionou chamar estilo “samurai”, principalmente na marcação dos atores, nos gestos largos, gritos e movimentação quase coreográfica, que lembram imediatamente a “mise-en-scène” de alguns filmes de época do Japão, apesar de a ação se desenrolar no sertão nordestino do Brasil. Também alguns filmes do cineasta Rui Guerra apresentam sinais dessa influência.
Acredito que alguns outros filmes de cineastas brasileiros poderão apresentar alguns sinais, voluntários ou não, dessa mesma influência, o que só poderá ser verificado com uma cuidadosa revisão da produção brasileira, que algum dia será feita. De qualquer forma, penso que é um fato inédito e curioso a existência dessa presença de similitudes de estilo, de forma e conteúdo, vindo do cinema de um país tão distante como o Japão para obras de cineastas do Brasil, um país sempre aberto apenas aos grandes movimentos e modas europeus e americanos, que chegam através de grande marketing e publicidade, enquanto a produção japonesa nos chegou e marcou sua presença e influência através da simples e discreta exibição de suas obras-primas, para públicos restritos mas apaixonados, que as absorveram com espontânea e verdadeira admiração.

O cinema japonês em São Paulo

São Paulo tem uma longa história de amor com o cinema nipônico. Graças a essa relação, que ecoou também em outros pontos do país, os brasileiros puderam conhecer, por exemplo, as obras-primas de Yasujiro Ozu quase uma década antes de o diretor se tornar um ícone do cinema moderno no resto do mundo, celebrado por críticos como Noel Burch e David Bordwell. Ainda circula por aí uma cópia truncada e desbotada de “Bom Dia”, sobrevivente de um tempo em que Wim Wenders nem sonhava em fazer Tokyo-Ga (1985), homenagem ao diretor japonês que o transformou em moda. Ao longo dos anos 50 e 60, clássicos de Ozu, Kurosawa, Mizoguchi e Naruse eram exibidos na Liberdade ao lado de filmes de rebeldes como Imamura, Oshima e Yoshida, em programações mistas e desiguais, mas cujas imagens fizeram a cabeça de muitos cinéfilos e cineastas, inclusive os do Cinema Novo. Nagisa Oshima costuma contar a história de quando encontrou Glauber se espantou com a juventude: “Pensei que você fosse um velhinho em fim de carreira”. teria comentado o brasileiro, que se embaralhava nomes e datas, mas discernia perfeitamente a qualidade do cinema nipônico.
Graças aos cuidadosos catálogos da Fundação Japão, temos hoje documentados depoimentos de especialistas, como do crítico e colecionador José Fioroni Rodrigues, espécie de memória viva do cinema japonês em São Paulo, e da cineasta e pesquisadora Olga Futema, que deu a expressão imagética e poética à vida dos benshi (explicador de filmes) no interior paulista. O assunto encontra ainda referências importantes em artigos críticos como Rubem Biáfora (de “O Estado de S. Paulo”), o mais constante deles, e de outros grandes nomes, como Paulo Emílio Salles Gomes e Francisco Luís de Almeida Salles. Carlos Reichenbach, Walter Hugo Khouri, Cacá Diegues e Alex Viany são apenas alguns dos grandes diretores brasileiros que falaram e exercitaram o idioma cinematográfico japonês em suas obras.

Interessou? Leia o restante dessa matéria no Guia da Cultura Japonesa, editora JBC, 2004.

Encontre vídeos para consulta na Fundação Japão www.fjsp.org.br. Encontre uma lista de locadoras de vídeo japoneses no Guia da Cultura Japonesa, editora JBC, 2004.

Todas as quartas-feiras, o Bunkyo apresenta uma sessão de filmes japoneses, a partir das 13 horas, com programação variada entre filmes e diretores, desde os antigos até os atuais. Os filmes são exibidos em idioma japonês, sem legenda.
Sócios não pagam e não-sócios pagam R$ 5,00. www.bunkyo.org.br

Artistas Plásticos

Yutaka Toyoda
Nascido em 1931, este pintos, escultor, desenhista e cenógrafo desde cedo contrariou o pai (que desejava que o filho fosse médico ou outra profissão mais “rentável”) e seguiu a carreira artística. Começou sustentado pela irmã, pois o pai lhe negara ajuda; depois ganhava dinheiro construindo cenários para teatro e, mais tarde, desfrutando de uma bolsa integral de estudos, pôde seguir sua carreira. Estudou Desenho Industrial na Universidade de Arte, em Tóquio. Acabou aceitando trabalhar numa fábrica de móveis em São Paulo, mas seu espírito inquieto o fez viajar o mundo inteiro. Em 1968 naturalizou-se brasileiro. Yutaka tem mais de cem monumentos expostos entre Brasil e Japão e coleciona prêmios mundo afora.
Tikashi Fukushima
(1920-2001) Chegou ao Brasil em 1940, fugindo das agruras da guerra. Assim que chegou conheceu Manabu Mabe, ambos trabalhando no campo. Com o tempo tornaram-se pintores com inclinações ao abstracionismo. Fez parte do Ggrupo Guanabara, uma espécie de movimento composto por pintores japoneses, em sua maioria habitantes do mesmo bairro que iniciaram aua trajetória brasileira na agricultura. A idéia do grupo surgiu no Largo Guanabara, localizado no Paraíso, Tikashi passou da arte contemplativa para o cubismo, de onde finalmente desembocou para o abstrato. Costumava assinalar a finalização de suas obras com um ideograma ao “I” em japonês. Participou de inúmeras exposições em Tóquio e no Brasil
Takashi Fukushima
Filho de Tikashi, nasceu em 1950. Em 1970 já se entregava à pintura e estudava arquitetura. Expões com êxito em bienais internacionais. Em 1990, vai estudar na Universidade Nacional de Artes e Música, em Tóquio graças a uma bolsa concedida pela Fundação Japão pelos seus méritos como artista. Em 2001, obtém o título de mestre em estruturas ambientais urbanas na FAU/USP, sob orientação de Issao Massami, iniciando no mesmo ano tese de doutoramento. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo.
Tadashi Kaminagai
(1899-1982) Aos 14 anos foi enviado a um mosteiro budista por escolha de seu pai. Cansado da vida monástica, quebrou as regras japonesas de obediência aos pais e partiu para a França. Na capital pariseiense empregou-se numa restauradora de obras de arte nas horas vagas dedicava-se à pintura. Por ocasião da guerra, abandonou tudo e veio parar no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, com uma bagagem de mão sem um centavo sequer. Graças à ajuda de Cândido Portinari, foi apresentado à classe artística e acabou por dar aulas a Flavio Shiró. Em pouco tempo abria seu ateliê no tradicional bairro de Santa Teresa. Teve três grandes atêlies de pintura: no Brasil, na França e no Japão.
Manabu Mabe
(1924-1997) Em 1934 já estava no Brasil e começaria a arte de pintar seis anos depois. Em 1950, adotou o abstracionismo como técnica e participou ativamente da Bienal de São Paulo. Antes qua a década acabasee, montou uma exposição individual no Museu se Arte Moderna do Rio de Janeiro. A partir daí o mundo seria sua grande vitrine, da Europa aos EUA. Mabe tonra-se um dos maiores expoentes nipônicos da pintura a se estabelecer no Brasil. Entre suas muitas e notórias viagens, inclui-se a Bienal de Veneza, a exposição individual na Gallerie Del`Obelisco, em Roma, a Catherine Viviano Gallery, em Nova York, o Kumamoto Museum of Art, no Japão, e muitas outras. Volta e meia são realizadas mostras com seus magnificos trabalhos.
Conheça mais em www.mabe.com.br ou www.institutomanabumabe.org.br

Tomie Othake
Nascida em 1913, se fixou na capital paulistana em 1936 e principiou seus estudos de pintura em 1952, pelas mãos do japonês Keisuke Sugano. Parte para a serigrafia, litografias e gravuras em metal na década de seguinte. São particularmente notórias suas obras públicas, como o painel pintado no Edificio Santa Mônica, na Ladeira da Memória, em São Paulo; a escultura Estrela do mar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, a escultura em homenagem aos oitenta anos da imigração japonesa no Brasil, e painéis para o Memorial da América Latina. Em 2000, sua família funda o Instituto Tomie Othake, em São Paulo. A exemplo de seus amigos supracitados, Othake já correu o mundo graças à sua arte, e seus prêmios são incontáveis.
Conheça mais em www.institutotomieohtake.org.br

Flávio Shiró
Nasceu em 1928 e veio para o Brasil na tenra idade de quarto anos, mais especificamente integrando uma colônia nipônica instalada em Tomé-Açú, no interior do Pará. Por volta de 1943, já estudando em São Pualo, trava contato com Alfredo Volpi, entre outros artistas. Passa a fazer parte do Grupo Sebi. Em 1953, viaja para Paris. Muito tempo depois volta ao Brasil e estuda mosaico com Gino Severini, gravura em metal com Johnny Friedlaender e litografia na Escola Superior de Belas Artes de Paris; também frequenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Nesse período, participa igualmente do movimento artístico brasileiro e integra o grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo.
Jorge Mor
Filho de imigrantes japoneses, já começou a estudar pintura em 1944, com apenas 12 anos de idade. Em 1952, pra variar, vai para Paris estudar técnicas de pintura, mosaico e afresco. Decepcionado com o acadecismo escolar, parte para o auto-didatismo, a princípio copiando as grandes obras expostas no Museu do loucre. Em 1960 estuda a fundo a técnica clássica da glacis (veladuras com superposição de várias camdas de tintas transparentes). Também integrante do Grupo Guanabara, Mori passa por uma crise de estresse tão grande, que é internado num sanatório por seis meses. Suas influências vão de pintores franceses a flamengos e diz-se que é um realista, de um realismo que não raro transcede a própria realidade, aproximando-se do tromp-l´oeil, da ilusão ótica.

Kazuo Wakabayashi
Este pintor nascido em 1931 começou seus trabalhos com pintura a óleo ainda no Japão, em suas aulas de arte no primário (na Escola Técnica de Hikone, na cidade de Shiga) só se podia desenhar temas bélicos. Em 1948 iniciou seus estudos na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Tóquio, mas dois anos depois largou o curso de arquitetura para se dedicar completamente à pintura. Cursou Desenho e Pintura na Escola de Belas Artes de Tóquio – onde foi aluno de Konosuke Tamura – e na Academia Niki. Ao chegar no Brasil, procurou por artistas como Manabu Mabe e Tomie Othake, pois possuia uma carta de apresentação do artista japonês Waichi Tsutaka. Ambos os pintores o ajudaram, indicando-io para que participasse do Grupo Seibi – círculo artístico formado por imigrantes japoneses e artistas nipo-brasileiros – , onde publicou álbuns de pintura e poesia.
Yoshiya Takaoka
(1909-1978) Foi pintor, caricaturista, cenógrafo e redator de jornal. Não sem antes amargar um tempo como pintor de paredes e vendedor de pastéis. Em 1925, vem com a família para o Brasil, instalando-se em Cafelândia (São Paulo) para trabalhar na lavoura do café. Entre 1948 e 1949, participa da formação do Grupo 15, com Tomoo Handa, Tamaki, Flavio Shiró, entre outros. De 1950 a 1959, integra o Grupo Guanabara, em São Paulo. Entre 1952 e 1954, vai para Paris (França), onde frequenta a Académie de la Grande Chaumière e o curso Leonardo da Vinci, no qual estuda a técnica de mosaico com Gino Severini. Participou e arrebanhou prêmios nas inúmeras exposições das quais participou.

Conheça mais artistas no Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, editora Escala, 2008.

Okinawa

A rica cultura de Okinawa vem atravessando séculos de forma indelével, sendo transmitido de geração em geração.
Mesmo com a imposição política e cultural sofrida nos últimos anos e mesmo com as recentes transformações como parte de um processo histórico, que vem ocorrendo de forma global no mundo moderno, exigindo um mundo cada vez mais cosmopolita, o povo de Utiná ( o que quer dizer Okinawa em dialeto) resiste heroicamente, insistindo em manter aquilo que lhe é mais precioso, a singularidade de sua cultura e do verdadeiro “espirito utinanchú”( utinanchu quer dizer da pessoa natural de Utiná).
O legado da cultura de Okinawa exibe desde o caráter familiar, “intimista”, coletivista e de cooperação das antigas vilas e aldeias, no gênero popular, até a reverência, honorabilidade e a elegância do estilo clássico que eram oferecidos então à nobreza do seu antigo Reino (Reino de Ryukyu, foi um reinado independente, até politicamente, fazer parte do governo imperial do Japão como a atual província de Okinawa, ver história), e também, como forma de tratamento e hospitalidade às missões diplomáticas provenientes de outros reinados e impérios da antiga Ásia.”Terra da cortesia”, título recebido pelo Reino de Ryukyu de antigo Imperador da Dinastia Ming, afixado no Portal do Castelo de Shuri sua antiga sede Real, singulariza o reconhecimento e a importância de sua rica cultura e hospitalidade para toda a região.
Durante séculos, o próspero e pacífico Reino de Ryukyu, manteve fortes relações comerciais e de intercâmbios culturais com outros reinos e impérios (países) da região, o que evidentemente trouxe influências que podem ser claramente observados na sua cultura e religião. Segundo alguns historiadores, as maiores influências são provenientes da China, Coréia e principalmente do próprio Japão, porém, sua verdadeira cultura autóctone, permanente até os dias de hoje e é o mais precioso de suas jóias, traz em sua cerne os mais importantes valores que são fundamentais para uma sociedade, principalmente nos dias de hoje.
Além da indissociável alegria e festividade de seu povo, a valorização da família e da comunidade, o sentimento de união e principalmente, a gratidão e o respeito aos mais velhos, o que tudo isso pode ser traduzido como o verdadeiro “espírito Utinantchú”, atravessou oceanos e está presente aonde haja um “utinanchú” ou seu descendente.
Podemos classificar de forma mais pragmática como a música, a dança, o teatro, o caratê, a cerâmica e a tecelagem como as maiores expressões de sua cultura que, reconhecidos internacionalmente, também influenciaram outras culturas da região.

Música
Povo de reconhecida musicalidade, a música sempre esteve presente na vida dos okinawanos e de seus descendentes. Desde as simples reuniões familiares, comemorações, festas, cerimônias ou em solenidade, a milenar música de Okinawa atravessou séculos e vêm animando e trazendo sempre o mesmo espírito de alegria e o mesmo sentimento que sensibiliza o fundo da nossa alma. Seja na melodia, no ritmo ou nas composições, a música de Okinawa é o maior estandarte de seu povo.
Basicamente, podemos classificar sua música em três gêneros principais, o “koten” de estilo clássico, o “minyo” de estilo folclórico, e o “hayabichi”, esta mais popular, possui um ritmo que contagia toda a família a dançar. O “katchashi” pode ser considerado o melhor e o mais familiar exemplo do gênero.
Os principais instrumentos musicais utilizados na tradicional música de Okinawa são: o “shaminsen”, o “koto”, o “kokyu”, o “fue” e o “taiko”.

Ton Ton Mi
Tudo começou em 1988, quando os irmãos Tiemi, Cláudia e Fábio Toma começaram a aprender sanshin com o pai. Mais tarde, tornaram-se alunos do Professor Seicho Oyakawa de Mauá, um dos primeiros a ensinar minyo para crianças e adolescentes. O professor já tinha em formação o `Grupo Jovem de Mauá’, composto por aprendizes, muitos entraram e saíram durante este tempo, permanecendo apenas os irmãos Toma e o neto de Oyakawa sensei.

Em 1990, o grupo, na época com 4 integrantes, participou do 1.º Word Wide Uchinanchu, Festival em Okinawa. Em 1992, o cantor e compositor China Sadao conheceu o grupo, e no ano seguinte o convidou para participar da gravação da música e clip de `Hoshino Paranku`no Rio de Janeiro produzida pela Fuji Television do Japão. Imagens da praia de Copacabana, Ipanema, Botafogo, Cristo Redentor e Escola de Samba da Portela fizeram parte deste clip. Foi nessa época que o grupo recebeu o nome criado por China Sadao, `Tontonmi`.
No início de dezembro de 1997, com projeto novo para Tontonmi, China Sadao veio ao Brasil propor a gravação do 1.º CD que seria realizada em Okinawa.
Tel: (11) 9671-9327 / 6555-2188
www.tontonmi.com.br

Dança
Ilha de notável musicalidade, a refinada dança de Okinawa é de extrema complexidade e elegância, e é sem dúvida uma das mais importantes de todas expressões culturais japonesas. Vai desde o gênero clássico que foi desenvolvido durante o período do Reinado de Ryukyu, para serem apresentados à nobreza real e missões chinesas, como refinada forma de tratamento e hospitalidade, até a simplicidade e irreverência do gênero folclórico, ambas indissociáveis do shaminsem.

Reconhecido e admirado internacionalmente, desde o passado remoto quando recebeu o título de “Terra da Cortesia” de antigo imperador chinês, até os dias de hoje, a dança de Okinawa é ainda apresentado no mundo inteiro como destaque, dentro daquilo que hoje se convencionou classificar de “dança étnica”.
De acordo com José Yamashiro, basicamente a dança de Okinawa pode ser classificados da seguinte forma:

1) Danças tradicionais provenientes das comunidades rurais, fazem parte do grupos das danças folclóricas, conhecidas como Minyo.
2) Dança clássica desenvolvidos especialmente para a nobreza Real do Castelo de Shuri em cerimonias especiais para entronar Reis, ou para outras cerimonias solenes, a dança clássica desenvolvida em Okinawa, mantém uma tradição de séculos. Registros apontam que em 1603, o shogun Ieyasu Tokugawa fora presenteado pelo príncipe Ozato de Ryukyu com uma apresentação da imortalizada dança Gujin-fu e Yanagi-bushi, diante da tamanha admiração e repercussão, alguns historiadores acreditam que a dança de Ryukyu encontrava-se em estágio mais avançado que o restante do arquipélago japonês na época. As danças eram também oferecidas para comitivas de missões diplomáticas, desta forma o Reino de Ryukyu recebeu o título de antigo Imperador da Dinastia Ming o Título de “Terra da Cortesia”, o que revela o reconhecimento da dança de Ryukyu pelo antigo Império Central.

3) Dança popular-Zo Odori, criadas e desenvolvidas nas eras Meiji, Taisho e Showa. Este gênero geralmente exprimem a vida cotidiana das antigas vilas e aldeias.
4) Ushideku Udui danças de caráter religioso desenvolvidas somente por mulheres como parte dos rituais em lugares sagrados.
5) Eisá ,trata-se de uma dança bastante popular realizado nas comunidades rurais por jovens e adolescentes nas festividades dedicados aos mortos, o “Obon” , que em Okinawa é no mês de julho e é chamado de Shitiguati.

Em Okinawa, uma semana após o Tanabata e durante quatro dias consecutivos, acredita se que os espíritos dos mortos vêm fazer uma visita ao mundo dos vivos, e como para os utinanchu os espíritos dos mortos e dos ancestrais são elevado ao nível de divindade, se faz tradicionalmente grandes folguedos populares para homenagea-los. Cultos, oferendas, fogos e principalmente a dança Eisá marcam esta festividade. Esta dança é caracterizado pelo ritmo das batidas dos Taikô e do Shaminsen, pela beleza da jovialidade dos integrantes e dos trajes coloridos e principalmente pela espiritualidade de sua apresentação.

Tamagusuku Ryu Senju Kai Escola de Dança - Prof. Satoru Saito
Genialidade e talento, é o que podemos encontrar no jovem Satoru Saito, dançarino e coreógrafo, atualmente é considerado um dos maiores ícones da “dança de Ryukyu” no Brasil. Revelado aos 4 anos de idade pelo professor Nobuo Agena, como “garoto prodígio”, Satoru sempre demonstrou a fina vocação na arte de dançar, e desde então já fazia apresentações, recebendo inúmeros convites do governo da Província de Okinawa. Como dançarino, Satoru sabe unir todo o seu conhecimento, espiritualidade e sensibilidade numa só linguagem. Funde sobriedade e serenidade com alegria e bom humor, numa única expressão.
Tel: (11) 3966-7605
www.senjukai.com.br

Tamagusuku Ryu Gyokusenkai – Academia de Dança Kazue Shiroma
Tel: (11) 2651-2860

Ryukyu Koku Matsuri Daiko
O Ryukyu Koku Matsuri Daiko literalmente significa “Tambores Festivos do Reino de Ryukyu” e foi fundado em Okinawa, província ao sul do Japão, em 1982. O grupo formou-se pela união de jovens okinawanos em torno do ideal de preservar e difundir a cultura e as tradições locais por meio de manifestações artísticas usando o eisā como referência em suas coreografias. O trabalho desenvolvido pelo grupo não se limita apenas às músicas tradicionais, incluindo, em suas apresentações, ritmos contemporâneos e variados.

Ryukyu Koku Matsuri Daiko Brasil
A filial brasileira, sob a regência do sensei Naohide Urasaki desde 1998, também exerce o papel de sua matriz, levando aos nossos membros e àqueles que assistem às apresentações um pouco daquilo que todo uchinānchu tem: a alegria, o respeito aos mais velhos, a consciência de que tudo que temos hoje é graças àqueles que nos antecederam, a beleza de nossa cultura representada não apenas pelas roupas coloridas, músicas ou coreografias, mas pelo sentimento que tudo isso nos traz.
Ryukyu Koku Matsuri Daiko Brasil possui cerca de 500 membros espalhados nas suas sub-filiais: 4 na cidade de São Paulo (Vila Carrão, Liberdade, Casa Verde e Ipiranga), 1 em Guarulhos/SP, 1 em Campinas/SP, 1 em Brasília/DF, 1 em Campo Grande/MS, 1 em Curitiba/PR e 1 em Londrina/PR.

Tel: (11) 8494-5350 Takayuki Kato – filial Casa Verde
(11) 9558-3616 Toshio Yonamine – Vila Carrão
www.matsuri-daikobrasil.com

Requios Gueinou Doukokai
Filiada ao Sosaku Gueidan Requios, grupo profissional de Eisá Taiko da Ilha de Okinawa, o Requios Gueinou Doukoukai surgiu em 2002 com os mesmos objetivos e diretrizes, atuando em São Paulo, Marília e Brasília, e conta atualmente com mais de 200 membros.
Foram campeões diversas vezes do Campeonato de Yosakoi Soran em São Paulo, e já participaram de uma apresentação especial com o grupo de Okinawa no início de 2009, onde alunos da sensei Hatsuo Omine e membros da formação japonesa fizeram um intercâmbio memorável em palco.
Tel: (11) 9530-4242

Quer conhecer melhor a cultura de Okinawa? Entre em www.okinawa.com.br

Museus/Lugares

Pavilhão Japonês
Localizado no Parque do Ibirapuera, o Pavilhão Japonês ocupa uma área de 7.500 m2 às margens do lago do parque, e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, além de um belíssimo lago de carpas.
O Pavilhão Japonês foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira e doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação.

O projeto, executado pelo professor Sutemi Horiguchi (da Universidade de Tokyo), tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas. E, teve como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador, em Kyoto, construído entre 1620 e 1624, na era Edo que foi marcada pelo domínio do clã Tokugawa.
Sua estrutura baseia-se na tradicional arquitetura japonesa no estilo Shoin, adotado nas residências das casas dos samurais e da aristocracia – mais tarde adotado por outras classes. Ela baseia-se ainda em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (área destinada à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), bem como de outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.
Projetado como um monumento símbolo de amizade entre japoneses e brasileiros, o Pavilhão reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros.
A construção do Pavilhão Japonês no Parque do Ibirapuera, em 1954, que foi transportado desmontado, em navio, contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. Essas atividades foram coordenadas pela Comissão Colaboradora da Colônia Japonesa Pró-IV Centenário de São Paulo.
O Pavilhão Japonês foi doado para a Prefeitura Municipal de São Paulo. Desde 1955, a Sociedade Paulista de Cultura Japonesa (atual Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), foi, graças ao convênio estabelecido com a Prefeitura da cidade de São Paulo, a entidade tem sido responsável pela administração, manutenção e promoção de eventos nesse local.
Local
: Parque do Ibirapuera – portão 10 (próximo ao Planetário e ao Museu Afro Brasil) – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Vila Mariana - São Paulo/SP
Visitas
: quarta, sábado, domingo e feriado
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Informações: (11) 5081-7296 (com Akemi) ou pavilhao@bunkyo.org.br
(11) 3208-1755 (com Katia) ou pavilhao2@bunkyo.org.br

Visitas monitoradas
Agendamento
:
(11) 5081-7296 (com Akemi) ou pavilhao@bunkyo.org.br
(11) 3208-1755 (com Katia) ou pavilhao2@bunkyo.org.br
Atendimento de domingo a domingo, das 9h às 16h

Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil
O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil foi inaugurado em 18 junho de 1978, idealizado como a grande realização do 70o. aniversário da imigração japonesa no Brasil. A cerimônia de abertura foi prestigiada pelo então príncipe herdeiro Akihito do Japão e pelo presidente da República Ernesto Geisel.
O objetivo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo, responsável pela iniciativa, foi o de registrar e preservar tudo o que pudesse contar a vida dos imigrantes japoneses no Brasil.Atualmente o MHIJB soma 1.592 m² de área expositiva, dividida em 3 andares: 7o, 8o e 9o andares, localizados no Edifício Bunkyo, em pleno bairro da Liberdade.

Os dois primeiros andares foram construídos em 1978 e reúnem documentos e objetos que abrangem desde a assinatura do Tratado de Amizade Brasil/Japão (1895), a chegada dos primeiros imigrantes (1908), os núcleos coloniais (a partir de 1913), até a policultura.
O 9o. andar, inaugurado em novembro de 2000, enfoca os 50 anos pós-guerra. Nele estão retratadas as mudanças da comunidade nikkei, a vinda das empresas japonesas, bem como a contribuição dos nipo-brasileiros para a sociedade brasileira.
Em outro andar (3o. andar) estão localizados a biblioteca e o acervo, que somam mais de 5 mil objetos, 28 mil documentos escritos (entre diários, livros, jornais, revistas) e cerca de 10 mil fotos relacionadas aos imigrantes japoneses.

Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil
Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – São Paulo/SP
3º andar – Biblioteca/Escritório
7º, 8º e 9º andares – Exposição Permanente
Biblioteca*/Escritório

De terça a sexta, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h
Segunda e sábado: das 13h30 às 18h
*Biblioteca apenas para consulta local
Informações
: (11) 3209-5465 ou 3208-1755 (ramal 117)
E-mail: museu@bunkyo.org.br

Memorial da Imigração Japonesa em Curitiba
Inaugurado em 18 de junho de 1993 para comemorar os 85 anos da imigração japonesa no Brasil e os 300 anos de Curitiba, a entidade tem a arquitetura inspirada no pavilhçao dourado japonês, o Kinkaku-Ji. O Memorial abriga exposições permanentes e itinerantes, loja de artesanato e produtos relacionados à cultura japonesa, além da maquete do Castelo de Himeji, doada em 1998 pela cidade co-irmã Curitiba. O segundo andar á reservado para a realização da cerimônia do chá, ensaios de taiko e de odori

Local: Praça do Japão – Entre as avenidas Sete de Setembro e República Argentina – bairro Água Verde – Curitiba/PR
Visitas: Terça a domingo
Horário: 09h as 12h e 14h as 18h
Informações: (41) 3264-5474

Memorial do Imigrante
Funciona no antigo prédio da Hospedaria dos Imigrantes, construído no final do século 19 (obra iniciada em 1886), para abrigar e centralizar a distribuição dos imigrantes em geral. O Centro dispõe de registros de imigrantes que passaram pela Hospedaria entre 1882 e 1978. Possui, ainda, listas de bordo dos navios que transportaram imigrantes, entre elas a do navio Kasato Maru, que trouxa a primeira leva de imigrantes japoneses. Baseada nessas listas, a entidade fornece certificado de desembarque dos imigrantes chegados nesse período. O Memorial também mantém exposição permanente sobre a imigração e promove mostras especiais sobre diferentes temas. Nos finais de semana, oferece aos visitantes passeios de bonde e trem Maria Fumaça.

Local: R. Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca – São Paulo/SP
Visitas: Terça a domingo
Horário: 10h as 17h
Informações: (11) 6693-0917 / 6692-1866 / 6692-7804
www.memorialdoimigrante.sp.gov.br

Museu da Associação Okinawa do Brasil
Fundada em 1929, a Associação possui um museu que ocupa duas salas amplas. No acervo estão peças de cerâmica antiga, fotografias, vestimentas e trajes tipicos de danças de Okinawa.
Local: R. Tomás de Lima, 72 – 2º andar – Liberdade – São Paulo/SP
Visitas: Segunda a sexta
Horário: 9h as 18h
Informações: (11) 3106-8823Fundada em 1977, a Associação mantém um museu com aproximadamente 500 peças, todas de Okinawa (cerâmica, conchas, corais, fotos e livros)
Local
: Av. Sete de Setembro, 1670 – Jardim Recanto – Diadema – São Paulo/SP
Visitas: Segunda a sexta
Horário: 8h30m as 17h30m
Informações
: (11) 4057-2275

Memorial da Imigração Japonesa em Registro
Reúne objetos que contam a história dos primeiros imigrantes japoneses que chegaram à região, além de esculturas e obras de renomados artistas nipo-brasileiros. O Memorial da Imigração Japonesa está instalado no conjunto arquitetônico do KKKK.
Local
: Av. Prefeitura Jonas Banks Leite, 57 – Registro/SP
Visitas: quarta a domingo
Horário: 11 as 16h
Informações: (13) 3822-1877

Museu Agrícola de Coloniação do Paraná / Museu Japonês
Reúne documentos, fotos e prças ligadas à imigração japonesa no Brasil, em especial no Estado de Paraná, e objetos relacionados à cultura japonesa. Possui ainda, uma caba típica dos colonizadores japoneses da região e um jardim japonês. É matindo pela Aliança Cultural Brasil-Japão-Paraná.
Local
: Estrada Rolândia-Pitangueira, km 5 – Rolândia/PR
Visitas: quarta a domingo
Horário: 13h30m as 17h30m
Informações: (43) 255-2114

Museu da Imigração da Associação Cultural Tomé-Açú
Possui fotos e documentos da imigração japonesa na Amazônia, objetos, jornais, livros e outras peças.
Local
: R. Dionisio Bentes, s/nº – Tomé-Açú/PA
Visitas: segunda a sexta
Horário: 09h as 17h
Informações: (91) 3734-1316

Museu Histórico da Colonização de Pereira Barreto
Por meio do acervo de fotos, utensilios e objetos pessoais, conta a trajetória dos imigrantes japoneses que se instalaram na cidade de Pereira Barreto (antiga colônia Tietê)
Local
: R. Conselheiro Rui Barbosa, 1175 – Centro – Pereira Barreto/SP
Visitas: segunda a sabado
Horário: 13h as 17h
Informações: (18) 3704-6888

Fonte: Guia da Cultura Japonesa, editora JBC, 2004 e www.bunkyo.org.br

MiniDicionário

Neste glossário as transcrições dos verbetes seguem o método Hepburn com alguma adaptações, como no caso do prolongamento sonoro dsa vogais das palavras em japonês. As palavras japonesas estão registradas em itálico. Alguns verbetes como animê e dô foram escritos em fonte normal, pois apesar de ainda não estarem aportuguesados já são de conhecimento amplo. Algumas palavras possuem indicação de leitura ao lado. Neste caso levou-se em consideração a aproximação mais fiel da pronúncia original. Vale lembrar ainda que os verbetes constantes no glossário têm um significado restrito ao contexto de cada capítulo, pois muitas vezes um determinado termo pode ser entendido de uma forma mais ampla.

A

Abura-age – tofu frito pronto, usado em muitos pratos, principalmente em “inari-sushi”
Aikidô, aikido, aiquidô
– arte marcial de natureza marcadamente defensiva. (adotamos a versão aikidô, normalmente utilizada na mídia impressa)
Aka – vermelho
Animê
- desenho animado; o termo é originário do vocabulário em inglês animation.
Anma - massagem desenvolvida no Japão que consiste nas técnicas de perssão, deslizamento e movimentação dos dedos.
Azuki – feijãozinho vermelho

B

Bachi (lê se bati) – baqueta utilizada para a percussão do taiko.
Benshi - narrador de filme mudo
Biwa - alaúde japonês de quatro cordas.
Bokutou - espada feita de madeira
Bonsai - arte de miniaturização de plantas através de técnicas milenares.
Bounenkai - festa de despedida do ano velho.
Bukkyou - budismo
Bunraku - tradicional teatro de boneco japonês, surgido no século XVII, que consiste na sua manipulação por três pessoas.
Bushido - código de honra dos samurais (bushi samurai + do doutrina)
Butô - forma de dança contemporânea criada na década de 60, em Tóquio, com raízes nas tradições japonesas e influências estrangeiras como o surrealismo e dadaísmo.
Buyou - dança clássica japonesa

C

Karatê, caratê - arte marcial oriental, método de defesa pessoal.
Chadou (lê-se tyadou), chanoyu (lê-se tyanoyu) – cerimônia do chá
Chigirie (lê-se tiguirie) – técnica que consiste em rasgar papel artesanal cujos pedaços sçao colados para formar desenhos.
Chiyogami (lê-se tiyogami) – papéis coloridos artesanais com estampa de flores ou outros motivos
Chouchin (lê-se tyoutin) – luminária japonesa de armação de bambu de formato variado, coberta de papel
Chokin (lê-se tyoukin) – artesanato de metal

D

Daimio, daimiô - senhor feudal
Daruma - talismã que representa um sacerdote budista e tem como característica a sua forma arredondada.
Dekassêgui ou decasségui - aquele que se fixa temporariamente em outra localidade para trabalhar como mão-de-obra direta.
- caminho, doutrina
Doukyou - taoísmo, doutrina filosófico-religiosa cuja noção fundamental é o Tao (caminho), que designa o grande princípio de ordem universal.

E

Engeikai (lê-se engueikai) – engloba todas as atividades culturais apresentadas no palco (teatro, dança, audição musical, etc)
Enka - canção popular japonesa.
Eras do Japão
Era Nara (710-794) – período caracaterizado pela forte influência do estado burocrático de estilo chinês. Ocorreu a expansão do budismo e da construção de templos por todo o território japonês, influenciando as artes, pintura, escultura e peças em metal fundido.
Era Heian (794-1192) - o estilo chinês de governo foi adaptado às necessidades japonesas, desenvolvendo rapidamente uma sofisticada cultura nativa. Dentre elas o desenvolvimento do kana (escrita fonética desenvolvida do ideograma), que proporcionou uma base genuína à literatura vernácula.
Era Kamakura (1192-1333) - período marcado pela formação do governo samurai cuja estrutura política foi dualista, com a existência da corte imperial e do xogunato independente.
Era Muromachi (1333-1573) - período marcado pela estrutura feudal. Surgem os daimio (novo tipo de líder regional), que lutaram frequentemente entre si e assumiram o governo central. A ordem do estado antigo e o sistema de propriedades privadas, que sustentavam o governo central, sucumbiu, aumentando o poder da classe guerreira e dos camponeses.
Era Azuchi-Momoyama (1573-1603) – período da reunificação do Estado pela classe dos samurais e da pacificação do país. Houve o desenvolvimento do comércio e seu intercâmbio (deu-se o primeiro contato com o Ocidente), aumento da produção de ouro e prata, prosperidade de vida urbana e o esplendor da cultura.
Era Edo (1603-1868) – período de 264 anos de domínio do clã Tokugawa. Uma de suas características principais foi o governo dos samurais e sua política de isolamento, que praticamente fechou as portas do Japão ao mundo. Nesse período a população foi dividida em 4 classes sociais: samurais (classe dominante), agricultores, artesãos e comerciantes.
Era Meiji (1868-1912) – Com o enfraquecimento do xogunato Tokugawa, estabeleceu-se um governo centralizado no Imperador. É nesse período que ocorre a Restauração Meiji (restauração do poder Imperial), a abertura dos pontos aos estrangeiros e o empenho do país em se tomar uma nação industrial moderna.
Era Taisho (1912-1926) – período marado pela Primeira Guerra Mundial. A indústria japonesa experimentou um grande desenvolvimento, aumentando o periodo nacional.
Era Showa (1926-1989) - período marcado pela Segunda Guerra Mundial. Na realidade, esta era divide-se em duas partes: uma época de guerra e outra de paz. Com o término da Guerra, em 1945, regida por um sistema democrático pacifico.
Era Heisei (1989-) – De 1989 aos dias atuais. Sobe ao trono o príncipe herdeiro, Akihito, começando uma nova Era, que significa construção da paz.

F

Fude - pincel especial para escrever ou desenhar.
Fusuma - porta corrediça com estrutura de madeira, forrada de papel em ambos os lados, que separa ambientes nas construções japonesas.
Futon - coberta acolchoada, edredon.
Fuurin - pequenos sinos que soam com o movimento do vento.

G

Gagaku - manifestação artisticas mais antiga da música e dança tradicional japonesa praticada na corte imperial
Gaijin - estrangeiro
Gatebol - jogo que consiste em impulsionar uma bola com o auxilio de uma taco e fazê-la sob os arcos.
Geta (lê-se guetá) – tamanco japonês
Geijutsu (lê-se gueijutsu) – artes em geral tais como pintura, escultura, dança, teatro, caligrafia, dança, cinema, etc.
Giri (lê-se guiri) – dever, obrigação aos pais, superiores, parentes, etc.
Gueixa - mulheres treinada em várias modalidades artísticas que oferecem entretenimento aos acompanhantes.
Go - jogo de tabuleiro que utiliza 180 peças brancas e 181 pretas.

H

Haicai, haikai, haiku, haicu - composição poética japonesa, que canta as variações da natureza, formada de dezessete sílabas. Haiku é usual na transliteração para o francês e o inglês.
Hajime mashite – prazer em conhecê-lo (a)!
Hanami
- festas ao ar livre, debaixo das árvores floridas, normalmente cerejeiras.
Happi - variedade de quimono curto. Antes usado pelo samurais subalternos, hoje é utilizado pelos estabelecimentos comerciais em festivais.
Hentai manga - denominação usada no Japão para quadrinhos eróticos com conotação de sexo prevertido.
Hinamatsuri - festival das Meninas, comemorado no dia 3 de março.
Hougaku - música tradicional japonesa.

I

Iemoto - grão-mestre, responsável por determinado estilo ou escola.
Ikebana, iquebana – arte de arranjo floral
Irashaimasse! – saudação geralmente dada pelo comerciante à entrada de cada cliente, quer dizer “Bem vindo, fique à vontade!”
Irezumi – tatuagem
Issei, isei – primeira geração de japoneses fora do país.

J

Jiu-jitsu, jiujutsu, jujútsu, jujutsu – tipo de luta corporal que busca mobilizar o adversário mediante golpes de destreza.
Joururi – narrativa acompanhada de shamisen, sendo incorporada ao teatro bunraku e kabuki na Era Edo.
Judô, judo – luta olimpica de combate e defesa.

K

Kabuki, kabuqui, cabúqui - gênero teatro tradicional japonês.
Kachigumi - surgido nos priemiros anos após Segunda Guerra no Brasil, era um grupo de imigrantes japoneses que acreditava na “não derrota” do Japão e que se contrapunha aos makegumi.
Kaikan - silabário fonético japonês. Compõe-se de hiragana e katakana.
Kanji - ideograma
Karaokê, karaoke, caraoquê - apresentação no qual o cantor é acompanhado por playbacks instrumentais.
Karesansui - estilo de jardim japonês em que os elementos ancestrais (montanha e água) são representados por elementos secos (kare) como areia e pedra.
Kata - movimentos estilizados essenciais para os procedimentos dos praticantes das artes tradicionais japonesas (atores de teatro, lutadores de artes marciais, dançarinos, entre outros).
Kataná, catana – espada japonesa
Kayoukyoku - canção popular
Kendo, kendô – arte marcial japonesa, uma espécie de esgrima que utiliza espada de bambu e proteção para o rosto.
Kenjinkai - associação que reúne originários de determinada província japonesa
Kenshuu - estágio numa empresa ou similares
Ki - refere-se aos diferentes tipos de energia tais como do homem e da natureza. Busca-se o equilibrio desse fluxo energético através de vários procedimentos médicos e filosóficos
Kirie - consiste em recortar o papel usando lâmina para formar um desenho (kiri cortar + e desenho)
Kirigami - obras produzidas através de dobras e cortes de papel
Koi-nobori – mastro enfeitado com carpas coloridas feitas de papel ou tecido para comemora o Dia dos Meninos
Koudou - prática estética da queima de incenso
Kougei (lê-se kouhuei) – as artes e ofícios, arte craft
Koto - espécie de cítara japonesa, geralmente de 13 cordas
Kouhaku Utagasen - competicção musical entre homem e mulher, tradicionalmente realizada no dia 31 de dezembro
Kyogen - narrativas teatrais em que enfocam as fraquezas humanas de maneira cômica

M

Makegumi - vide kachigumi (make derrota + gumi grupo)
Maneki-neko - amuleto utilizado nas casas comerciais, representado pela estatueta de um gato
Mangá - histórias em quadrinhos japoneses
Matsu - pinheiro
Matsuri - festival, festa, celebração
Miai - casamento arranjado pelos familiares ou conhecidos
Minyo - música folclórica japonesa
Missô – pasta de soja
Mogusa - folha seca de artemísia moída usada para aplicar moxa
Mottainai - palavra que designa a postura de evitar o desperdicio
Moxa - folha seca de artemísia moída usada em tratamentos orientais

N

Nagauta - estilo de canto de longa duração, acompanhado de shamisen, originário da Era Edo
Naginata (lê-se naguinata) – arte marcial com utilização de alabarda, arma de haste comprida de madeira com uma lâmina em formato de meia-lua
Nihon-ma – sala em estilo japonês em tatami
Nikkei - descendente de japoneses
Nija - aquele que luta ninjútsu, arte marcial que usava movimentos furtivos e disfarces
Nishikigoi - carpa colorida
Nissei, nisei - segunda geração de descendentes fora do Japão
- teatro tradicional japonês originário dos rituais religiosos do século 14, com uso de máscaras
Nodojiman - concurso de canto (nodo garganta + jiman orgulho)

O

Odori - dança japonesa em geral
Ofurô - banho de imersão
Okyuu - moxa
Omamori - amuleto
Onsen - águas termais, balneário
Origami - arte tradicional japonesa que utiliza dobraduras em papel
Oshie - artesanato de caixas, biombo e hagoitas (raquetes) feito originalmente de retalhos ou sobras de quimonos

Q

Quimono - peça tradicional de vestuário de corte reto que se fecha trespassada na frente, presa por uma faixa na cintura

R

Rádio Taissô - ginástica com música. Originou-se em 1928, pela rádio estatal NHK que transmitia a música e o comando
Rakugo - monólogo, arte de contar estórias originárias do cotidiano dos japoneses
Reigi (lê-se reigui) – conjunto de boas maneiras, educação e etiqueta que caracteriza a sociedade japonesa
Roukyoku - gênero narrativo popular acompanhado de shamisen, iniciado nas primeiras décadas do século 19
Ryokan - hospedaria tradicional japonesa
Ryuugaku - estudo no exterior

S

Sakura-matsuri – festa da cerejeira
Samurai - membro da classe dos guerreiros no Japão feudal, a serviço de uma daimio
Sansei - terceira geração de descendentes fora do Japão
Seitai - técnica japonesa de manipulação da coluna vertebral e demais articulações
Senkou - bastão de incenso
Senryuu - verso humorístico / satírico de 17 sílabas
Shamisen - instrumento musical tradicional japonês de 3 cordas
Shakuhashi – tipo de flauta japonesa feita de bambu
Shiatsu - técnica terapêutica que consiste em massagear com os dedos, pontos especifics do corpo
Shichifukujin (lê-se shitifukujin) – sete deuses da felicidade
Shigin (lê-se shiguin) – recitação de poema de estilo chinês
Shinnenkai (lê-se shin’nekai) – festividade do Ano Novo (shin novo + nen ano + kai reunião)
Shintou - xintoísmo
Shodou - arte caligráfica japonesa
Shouchikubai (lê-se shoutikubai) – símbolos de felicidade respresentados pelo pinheiro, bambu e ameixeira
Shougi (lê-se shougui) – semelhante ao xadrez ocidental, é jogado sobre um tabuleiro de madeira dividido em 81 quadrados
Shouji - porta corrediça com caixilhos de madeira, forrada de papel em apenas um dos lados, que separa tanto ambientes externos quantos internos
Shushigaku - uma das especialidades estudadas pelos samurais. Baseada no confucionismo, tornou-se no principal preceito ético da classe samurai
Soroban - ábaco japonês
Sudare - cortina feita de bambu
Suiboku-ga - pinturas monocromáticas de tina à base de carvão
Sukiyaki - tipo de prato feito numa só panela, carnes e vegetais cozinhando em fogo brando na brasa
Sumie - pintura à base de tinta à base de carvão
Sumô - luta japonesa, corpo a corpo, na qual perde o lutador que é expulso do ringue ou aquele que encosta no chão alguma parte do corpo, exceto os pés

T

Taikô, taico - instrumento de percussão tradicional japonesa de diversas formas e tamanhos
Tanabata - Festa das Estrelas comemorada em 7 de julho
Tanka, tanca - poema de 31 sílabas divididas em cinco versos
Tatami, tatame, tatâmi - esteira-prancha de palha de arroz com revestimento de junco
Tayuu - narrador acompanhado de shamisen de peça de bunraku
Tokonoma - recanto nobre do cômodo da casa japonesa, em nível mais elevado, onde são expostas pinturas, caligrafia, cerâmica, ikebana, etc
Torii, tori - portal de entrada do templo xintoista
Tourou - luminária de pedra, madeira ou metal que serve de adorno de templos e jardins
Tsuru - cegonha, grou
Tsutsumu - embrulhar
Tsuzumi - tamborim japonês em forma de ampulheta

U

Ukiyo-e, ukiyoye – movimento artítico japonês da Era Edo (ukiyo mundo flutuante + e pintura)
Ume - ameixeira
Undokai - gincana poliesportiva

W

Wabi - gosto refinado pela simplicidade e estoicismo
Washi - papel artesanal japonês
Washi-e - técnica tradicional que utiliza o papel washi na criação e composição de artesanatos

Y

Yakuza - organização mafiosa japonesa
Yokozuna - o grau mais elevado da hierarquia dos lutadores de sumô
Yonsei - quarta geração de descendentes fora do Japão
Yukata - quimono leve para se usar no verõa ou depois do banho

X

Xogum, xógum - chefe militar no Japão a partir do século 8, em princípio subordinado à autoridade do Imperador, posteriormente exercendo o poder de fato, em um período que vai do século 12 ao fim do 19.

Z

Zabuton - almofada achatada utilizada para se sentar
Zazen - meditação praticada no Budismo
Zouri - chinelo

Retirado do Guia da Cultura Japonesa, editora JBC, 2004 e Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa, editora Escala, 2008

Referências Bibliográficas

Todos os textos e/ou citações foram retiradas dos seguintes livros/sites:

Guia da Cultura Japonesa
Editora JBC, 2004
Endereços de restaurantes japoneses, lojas onde se pode adquirir amuletos, futons, museus que guardam a memória dos imigrantes nipônicos. Essas e muitas outras informações referentes à cultura japonesa em São Paulo já está disponível no livro “Guia da Cultura Japonesa em SP”, que traz detalhadamente em suas 610 páginas, distribuído em 22 capítulos, todas as informações para quem aprecia a cultura nipônica. Longe de ser um mero diretório com telefones e endereços, a publicação colocou em primeiro plano o aspecto cultural. Para tanto, em todos os capítulos, como artes, música, arranjos florais (ikebana), um texto explicativo remete o leitor a conhecimentos básicos sobre cada assunto. Essa versão atualizada – a primeira havia sido editada em 1989- traz um rol de 1650 associações e entidades nipo-brasileiras; 420 escolas de idiomas, culinária, artes e karaokê; 307 grupos de artes marciais, beisebol, golfe, sumô, tênis de mesa, etc. O que você começa a conhecer agora é apenas uma pequena mostra do maravilhoso mundo da cultura japonesa que está disponível de forma integral no Guia da Cultura Japonesa.
Onde comprar: www.editorajbc.com.br

Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
Editora Escala, 2008.
Há cem anos, milhares de japoneses deixavam sua terra natal em busca de melhores salários e condições de vida em terras brasileira, surgindo assim a trajetória de um povo que viria influenciar fortemente nosso país em diversos âmbitos da cultura, arte e agricultura.
Para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil, a Editora Escala lança esse almanaque que reúne os desafios e conquistas de um povo que já faz parte da nossa história há quatro gerações.
Neste livro você encontra de forma profunda todo o histórico da imigração japonesa, o impedimento da vinda de suas famílias durante a 2ª guerra mundial, a discriminação dos brasileiros e a perseguição da sociedade secreta Shindo Renmei, até então muito pouco conhecida no Brasil. Imperdível!
Onde comprar: www.escala.com.br

Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social
www.bunkyo.org.br
Localizado no bairro da Liberdade, o Bunkyo (abreviatura do nome japonês) é mantido graças às mensalidades pagas pelos associados (pessoas físicas e jurídicas), doações e aluguéis dos auditórios, salas e salões.
Atualmente, as atividades do Bunkyo são mantidas por 35 Comissões temáticas formadas por associados-voluntários, focadas para variadas frentes: organização dos eventos anuais e especiais, recepção a autoridades e administração das instalações culturais (Museu Histórico da Imigração Japonesa, Pavilhão Japonês, Biblioteca e Centro Kokushikan Daigaku).
Entre as comissões, destaque para a Comissão de Música e Dança Folclórica Japonesa, responsável pelo maior e mais importante festival brasileiro de música e dança japonesa; Comissão do Coral, que se apresenta em várias solenidades e organiza eventos musicais; Comissão de Jovens, que promove encontro de jovens, atividades esportivas, palestras e atua voluntariamente em eventos de diferentes entidades.
Na entidade também são organizadas recepções e/ou homenagens às autoridades japonesas, promovidos encontros com representantes de diversos setores do governo ou da iniciativa privada do Japão.
Nos últimos anos, várias comissões foram criadas para reforçar as novas frentes de trabalho: Assistência Social, Bunkyonet, Modernização do Edifício e de Relacionamento com as Entidades. Através desta última comissão, visando consolidar as ações de abrangência nacional, foi promovido, em dezembro de 2007, o “I Fórum de Integração Bunkyo” que reuniu representantes de 21 regiões do país.
Além das comissões, a estrutura da entidade também conta com a participação de 25 regionais, em geral representadas pelos presidentes das entidades locais. Essas regionais, ao lado da diretoria, contribuem para a expansão das atividades do Bunkyo a nível nacional.
O Bunkyo também tem atuado na promoção de eventos especiais como ocorreu com as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa. Em setembro de 2003, a entidade foi fundadora, juntamente com outras dezenas de associações, da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil para poder organizar ativamente as festividades.
O Bunkyo é responsável pelo Museu da Imigração Japonesa no Brasil e pelo Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera.

Fundação Japão
www.fjsp.org.br
A Fundação Japão é uma organização vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Japão, estabelecida em 1972, cujo objetivo é promover o intercâmbio cultural e a compreensão mútua entre o Japão e outros países.
O escritório em São Paulo foi inaugurado em 1975 e desde então, atua como uma porta de comunicação entre a Fundação Japão e o Brasil, desenvolvendo diversas atividades.
A Fundação Japão desenvolve seus programas e atividades nas três categorias principais seguintes:
1) Intercâmbio Artístico e Cultural,
2) Ensino da Língua Japonesa no Exterior,
3) Estudos Japoneses no Exterior e Intercâmbio Intelectual. Além disso, como parte da reforma estrutural de maio de 2004, foi criado o Information and Resource Center para prover informações e incentivar o intercâmbio internacional.

Centenário 2008
www.centenario2008.org.br
A Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil é uma entidade civil sem fins lucrativos fundada em setembro de 2003, tendo em vista o planejamento das comemorações do Centenário em 2008.
A iniciativa partiu da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo, Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo, Federação das Associações de Províncias do Japão, Câmara do Comércio e Indústria do Japão no Brasil e Aliança Cultural Brasil-Japão.
A ACCIJB reúne os representantes das principais entidades nipo-brasileiras, além das 40 entidades regionais mais representativas da comunidade, com voluntários que atuam em 16 comissões especialmente criadas para a comemoração do Centenário (Cultura, Esportes, Eventos, Comunicação, Finanças, entre outras).

Okinawa
www.okinawa.com.br
Nosso esforço consiste em valorizar e divulgar a cultura e as tradições da Província de Okinawa. Acreditamos que desta forma podemos contribuir para a transmissão de conhecimentos e de valores necessários para preservação de sua identidade coletiva e manutenção da chama do “espírito utinanchú”.

Cultura Japonesa
www.culturajaponesa.com.br


Aliança Cultural Brasil-Japão
www.acbj.com.br
Criada em 1956, a Aliança Cultural Brasil-Japão é uma associação sem fins lucrativos, que tem por finalidade o desenvolvimento do intercâmbio cultural ente o Brasil e o Japão.
Através da promoção de cursos das línguas portuguesa e japonesa, cursos de artes japonesas, literatura brasileira e japonesa e de assuntos que dizem respeito à cultura desses dois países, sempre aliando metodologias inovadoras à criatividade, a Aliança Cultural Brasil-Japão mantêm-se na liderança da difusão da cultura milenar japonesa.